Agora todos buscavam o tal livro de Damien. Logo o grupo encontrou outros mortos que se levantavam para lutar contra o grupo. Cada vez ficava mais claro que aquele era um local amaldiçoado e profano. Algo muito errado havia acontecido ali para que os mortos não conseguissem descansar em paz. Quando encontraram uma biblioteca, todos ficaram animados de que o livro seria encontrado e logo todos sairiam daquele lugar horrível. Mas logo o otimismo deu lugar a decepção ao notarem que a gigantesca maioria dos livros estavam completamente destruídos. Enquanto procuravam por algo que houvesse sobrevivido ao tempo, o som de uma explosão tomou conta da sala. Kar-Dal estava envolta em chamas, tão assustada e preocupada em apagar o fogo, que nem notara a porta escondida que havia se aberto a sua frente quando ela, sem querer, disparou uma armadilha mágica. Na sala secreta havia um pequeno tesouro, mas nada de diário, pelo menos não o de Damien.
O grupo decidiu continuar a exploração de outras salas. Numa delas, Kar-Dal encontrou o que parecia ser um templo a algum deus maligno e, nessa sala, Tordek e Galdor quase pereceram diante dos ataques demoníacos de um gato em decomposição. A criatura era de tal malinidade, que fazia com que os ataques do anão e do ranger não só fossem inúteis, mas também de uma ineficiência tal que só pioravam a situação.
Logo depois, em outra armadilha, Max caiu em um fosso que, para sua sorte, imaginava ele até então, estava cheio de água e algo mais. Uma outra criatura gélida, de imenso fedor e horros, desferia golpes insessantes em Max. Cada fez que a criatura tocava Max, ele sentia um frio de outro mundo. Mas mesmo assim, Max destruiu este mal, e ainda recuperou da criatura um símbolo do mesmo deus maligno que parecia tomar conta do local. Os cinco imaginaram que aquele local, deveria representar o inferno na terra. O cheiro horrível, a escuridão, o horror e a insanidade tomavam conta de cada cômodo que eles entravam. Cada nível que eles desciam. Mas os heróis buscavam força e se animaram quando Max, em dois golpes, derrubou três mortos-vivos.
Porém, quando os ânimos melhoravam, logo acontecia algo que os fazia lembrar do horror que estavam vivendo. Primeiro quando Max e Galdor foram surpreendidos por uma criatura, meio lama meio árvore, com muitos tentáculos, quase levou suas vidas com ataques rápidos. A criatura rapidamente enrolava Max e Galdor em seus tentáculos e os tragava para dentro da lama, onde sem respirar e sem ver nada, precisavam usar de toda sua força para conseguir ir a superfície e respirar, só para ser trazido ao fundo novamente por novos ataques. Enquanto isso, Troken e Kar-Dal, em desespero, tentavam de tudo para ajudar os colegas. Somente após diversos ataques, após ter sido atingida por golpes de espada, por escudos, por fogo e garrafas de vinho, a criatura desistiu e sumiu.
Mas antes que pudessem se recuperar, um novo desafio surgia diante do grupo exausto. Logo após a difícil luta na lama, Torken e Max foram pegos em uma armadilha natural formada pelos detritos de uma torre caída. Ambos quase morreram soterrados e só com muito esforço conseguiram sair do local. A essa altura Max estava tão ferido que entrara em coma. Torken também, apesar de conciente, estava tão ferido que mal consegui se manter em pé. Os outros estava feridos e exaustos. Sem notar e sem se preocupar com a morte, Galdor, Torken, Bia Lu e Elessar caíram no sono. Kar-Dal ficou de vigia buscando uma solução para os problemas que o grupo aidna enfrentaria.
A desesperança tomava conta de todos. Após descansar, a maioria dos ferimentos de cada um estava curados. Max acordara. Todo o complexo avia sido explorado e nada de diário. Só faltava um local. A torre caída. Mas chegar lá seria difícil, como havia ficado claro anteriormente. Só havia uma possibilidade. Descer por por uma janela da outra torre. Porem, tudo que eles tinham era uma simples corda e a descida seria de mais de quinze metros de altura. Seria uma descida difícil e sem a possibilidade de erros. Tordek foi o primeiro a descer e o primeiro a cair. Não é a toa que os anões tem a fama de terem sido esculpidos direto da pedra pois Tordek não morreu. Ficou muito ferido numa queda que mataria uma pessoa comum. Ainda assim, a queda de Tordek foi um aviso, aumentando a insegurança dos outros. Porém Tordek foi o primeiro e último a cair.
Se o complexo anterior gerava horror, a torre caída pelo menos despertava um “quê” de admiração. Não pela sua cosntrução, mas pelo seu estado em si. O fato de estar deitada criava ambientes que jamais seriam imaginados. Portas no chão, paredes e teto. Escadas que corriam o teto, descia pelas paredes, se entortavam para o chão e, ao invés de levar a pessoa para cima ou para baixo, atuava mais no sentido de levar para a sala da frente. Corredores de um metro de altura e três de largura davam o toque final, o que gerava certa tontura e desconforto. Após três salas quietas e indescritíveis, o grupo chegou ao final da torre onde um ser solitário se abraçava a um livro. Damien! Ou o que restou dele e de seu cérebro. Não conseguindo conceber a presença de algo tão horrível o grupo partiu para o ataque. Damien se tornou uma criatura amaldiçoada. Em algumas horas demonstrava uma destreza sobrenatural, alternada por momentos em que sua mente parecia esquecer dos agressores tornado ele um alvo fácil. A bondade deixava Damien ainda mais atormentado e a luz divina o enfurecia. Nestes momentos Damien se tornava um inimigo formidável! Mesmo com os golpes poderosos de Max e com todos os outros integrantes sempre acertando seus golpes com perfeição, Damien resistia. A batalha foi longa e Kar-Dal e Torken foram os mais feridos, atingidos em cheio pela fúria da criatura. Por alguns isntantes, o grupo achou que talvez Damien não fosse sucumbir. Mas então ele caiu, inerte, com seu livro ao lado dele. Eles não haviam notado, mas Damien lutou o tempo inteiro com seu livro em uma das mãos. O que será que ele tanto protegia?
1 Comentário
Julho 29, 2008 às 12:04 am
Tordek…¬¬