Quase um século de escuridão foi subitamente quebrada quando um raio de sol entrou pelo teto. E o ar que permaneceu estagnado por quase um século, agora era renovado pelo alçapão aberto.
Tordek, Elessar, Galdor e Max olharam pelo buraco no chão, para dentro da escuridão que pouco revelava aqueles que não podiam ver no escuro. Mas mesmo Tordek e Elessar, ambos com olhos treinados para a escuridão, não viam muita coisa, pois além do buraco, uma espessa camada de teias, que mais pareciam tecidos leves de seda, bloqueava qualquer visão além de um metro. Já acostumado com essas situações, Tordek sabia que fogo rapidamente removeria as teias que se inflamam facilmente. Logo eles estavam descendo por uma corda os 3 metros que os separavam do fundo do buraco.
Tordek, o primeiro a descer, viu que aquele buraco não era uma simples caverna, mas sim, uma sala circular de construção perfeita. No centro da sala, um velho caldeirão empoeirado e no chão, em volta do caldeirão, um círculo desenhado, com um pentagrama no meio e inscrições de aparência diabólica, que fizeram Tordek sentir um arrepio. Antes que Max decesse, Tordek limpou o desenho no chão para tentar entender do que se tratava e, ainda agachado, um vortex de luz se formou dentro do caldeirão. Do alto, seus colegas notaram algo errado, mas, antes que pudessem ajudar Tordek, uma coluna de fogo surgiu do caldeirão e de dentro dela saiu a mais horrenda das criaturas que Max, Galdor e Tordek jamais imaginaram. Elessar não viu nada. Não que estivesse cego, pelo contrário, seus olhos élficos, sensíveis os detalhes, viam apenas o rosto assustado de Galdor e Max, enquanto Tordek rolava e se escondia no buraco vazio e escuro. Tordek procurou uma posição de defesa e esperou pelo pior. A criatura, inominável e indescritível, com seus 3 metros de altura, se aproximou e com um único golpe, jogou Tordek, desacordado, contra a parede. Max, assustado e enfurecido pulou na sala para combater a criatura e defender o anão. Galdor deceria logo em seguida, mas Elessar o segurou e avisou que nada havia lá! Tordek estava sozinho, se jogando contra a parede. Que uma ilusão havia tomado conta da mente de seus amigos. Diante de algo que parecia inacreditável, foi fácil buscar forças para dissipar a ilusão maldita. Então Galdor viu que a sala estava vazia, com exceção a Tordek desmaiado num canto e Max que brandia sua espada contra algo que só existia em sua imaginação. Galdor e Elessar gritaram para Max, avisando a ele que a mente dele estava sendo enganada e antes que a criatura desferisse um golpe contra ele, Max concentrou seu pensamento, colocando a idéia de ilusão em foco, vendo aos poucos, a criatura desaparecer até que as sombras e o silêncio fossem tudo que restasse. Agora os amigos sabiam que estavam na torre de Damien e que, a vida não seria nada fácil aqui dentro.
1 Comentário
Julho 29, 2008 às 12:01 am
Torken!!! Quem é esse tordek?? (deve ser algum coajuvante auhauhauah)