Agora todos buscavam o tal livro de Damien. Logo o grupo encontrou outros mortos que se levantavam para lutar contra o grupo. Cada vez ficava mais claro que aquele era um local amaldiçoado e profano. Algo muito errado havia acontecido ali para que os mortos não conseguissem descansar em paz. Quando encontraram uma biblioteca, todos ficaram animados de que o livro seria encontrado e logo todos sairiam daquele lugar horrível. Mas logo o otimismo deu lugar a decepção ao notarem que a gigantesca maioria dos livros estavam completamente destruídos. Enquanto procuravam por algo que houvesse sobrevivido ao tempo, o som de Continue lendo
O sacrilégio.
Naquela tarde de verão, Bia Lu ficou encarregada de preparar os arredores do circulo de pedras para a cerimônia que seria realizada a noite. Chegando no local, ela escutou vozes de três ou quatro homens vindo da direção do local sagrado. Apesar do local não ser um segredo entre as comunidades do vale, o respeito, e medo, pelos druidas fazia com que as pessoas raramente viessem aqui, a menos que fosse uma cerimônia oficial. E este simples pensamento, fez com que Bia Lu se aproximasse com cautela, se escondendo para observar quem estava a frente e o que queriam. Para sua surpresa e indignação, dois homens, um elfo e um anão estavam cavando no local. Um absurdo! Um ultraje!! Como ousam? Pensou ela. Rapidamente, ela correu de volta procurando por Amafrey que estava no acampamento druídico com Gallad e Kar-Dal preparando as oferendas para mais a noite.
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A Torre Enterrada
Quase um século de escuridão foi subitamente quebrada quando um raio de sol entrou pelo teto. E o ar que permaneceu estagnado por quase um século, agora era renovado pelo alçapão aberto.
Tordek, Elessar, Galdor e Max olharam pelo buraco no chão, para dentro da escuridão que pouco revelava aqueles que não podiam ver no escuro. Mas mesmo Tordek e Elessar, ambos com olhos treinados para a escuridão, não viam muita coisa, pois além do buraco, uma espessa camada de teias, que mais Continue lendo
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Discipulas da Natureza
Já fazia quase vinte anos que Thersos, o Verde, havia encontrado o místico círculo de pedras. Poucos sabem da vida de Thersos, além do fato de que ele veio de uma terra distante, mas muitos confiaram nele, com esperança de que, um culto divino em um local sagrado, um dos poucos no vale, traria tempos melhores ao Vale do Vento Gelado. Logo muitos se candidataram a discípulos do deus Pai, mas Therseus deixou claro que, a cada geração, aceitaria apenas dois discípulos. Seus primeiros discípulos foram Gallad e Amafrey, duas irmãs bárbaras da tribo do Alce, cuja a mãe havia morrido de uma doença estranha e o pai não aceitava criar. Ambas logo se mostraram boas druidas e passaram a ministrar cerimônias a Sylvanus antes de atingir os 20 anos. E quando Gallad, a mais velha, iria comemorar o vigésimo inverno, Therseus lhe deu um presente. Naquela noite fria, logo após a cerimônia de passagem de Gallad, Therseus revelou que encontrara, deitada na neve, um bebê que, de tão gelado, quase não se sentia seu coração bater. O presente de Therseus era esta criança, que Gallad teria que criar como uma filha. Gallad a chamou de Kar-Dal que, na língua local significa “Nascida no gelo”. Dois anos depois, Therseus trouxe ua nova criança, só que agora, nos vinte invernos de Amafrey. Está menina, havia sido escolhida na tribo do Alce para se tornar a nova druida. Pequena e tímida, Bia Lu Heather tinha uns quatro anos e já era grande o suficiente para saber que nunca mais veria sua família.
As meninas cresceram juntas, como irmãs de mães diferentes. Em momentos de maior emoção, Kar-Dal chamava Gallad de mãe, diferente de Bia Lu que respeitava Amafrey, mas se considerava sem mãe. Tudo isso facilitou para que Bia Lu entendese a filosofia da neutralidade e seguisse os passos druídicos. Já o sentimento de lealdade e amor que Kar-Dal tinha por Gallad, fez com que ela questionasse essa “neutralidade”, não entendendo este afastamento que os druidas mantinham, julgando que, se uma pessoa não poderia ser leal, nem mesmo a própria família, então algo não estava certo. Mas Kar-Dal, assim como Bia Lu, amava Sylvanus, amava a natureza e decidiu que se tornaria uma defensora da fé, uma clériga, mas sem o radicalismo e o afastamento dos druidas.
Novamente, por outros vinte anos, ambas foram criadas de acordo com os ensinamentos e viveram afastadas de tudo até este dia, quando o círculo místico foi profanado.
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Regis e Drizzt
A viagem até Lonellywood é tranqüila e segura, durando poucas horas. Logo eles encontram a loja de Regis, um halfling eloqüente, que adora os atersanatos que fabrica, muito carismático e com uma personalidade intrigante. Regis recebe o grupo de braços abertos e, após os negócios e o café da tarde, escuta o que o grupo procura. Regis diz que pode ajudar, mas que pedirá um favor em troca. Ele explica que o ermitão é um bárbaro que lhe fornece as maiores cabeças de truta. Regis colocará o grupo em contato com o bárbaro se o grupo trouxer algumas coisas para ele. O grupo aceita a troca de favores e Regis explica que eles devem ir para o norte, por dois dias, até um local conhecido com Árvore Solitária. Lá eles deverão esperar por Drizzt, um excelente guia que os levará até o bárbaro, que vive no Mar do Gelo Andante.
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Targos (Flamerule – 3 A Maré do Verão)
Finalmente, após 21 dias, a caravana chega a cidade de Targos, a maior das cidades do Vale do Vento Gelado. O grupo se acomoda em uma estalagem e, após um bom banho, passa a noite festando, flertando, bebendo e comendo. Nada mais merecido após uma viagem cansativa. No dia seguinte William vende suas espadas, enquanto os outros compram novas roupas. Peddywinkle negocia os espólios de guerra e consegue um bom butim para cada integrante da caravana. Na mesma tarde, Peddywinkle conversa com o grupo para falar sobre os próximos passos.
Peddynwinkle explica que ele está atrás de um diário deixado por um mago chamado Dammien Morienus. Segundo Peddywinle, neste diário está detalhada a busca de Dammien por uma cura a todas as doenças do mundo. Dammien morreu a mais de meio século e sua busca, ficou esquecida até agora. Peddywinkle pede que o grupo encontre o diário, oferecendo 70% de todo o resto dos tesouros que o grupo encontrar na antiga torre de Dammien. O problema é que a torre desapareceu junto com Dammien e a única pessoa que era viva nessa época, é um eremita. Peddywinkle diz que um halfling que vive em Lonellywood conhece esse eremita e que se o grupo falar com ele, poderá descobrir onde ficava a torre de Dammien.
William não concorda com a oferta e, junto com outros membros, decidem voltar a Luskan. Assim, somente Elessar, Wyverni, Max, Galdor e Torken decidem ir até Lonellywood encontrar Regis, o halfling.
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Uma Longa Viagem
Num dia ensolarado e quente, a caravana de Peddywinkle parte em sua jornada, de Luskan para Targos, no Vale do Vento Gelado. Durante a viagem, o grupo conversa, buscando semelhanças e diferenças, com o objetivo de alcançar um melhor introsamento.
A viagem é tranqüila e os primeiros dias são marcados pelo ar puro e beleza dos trigais verdes que foram plantados no inverno. Ao longo dos dias, as fazendas vão dando lugar a matas e campinas selvagens e logo, Continue lendo
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Os aventureros se encontram.
E assim, com objetivos em comum, e com uma boa oportunidade a frente. Os elfos, o anão, Max, Lolindir, Lockney e Galdor vão a Peddywinkle, o mercante que procura pessoas habilidosas para o proteger na perigosa viagem a Targos, no Vale do Vento Gelado. A eles se junta Rafferty, um habilidoso mestre de caravana, e Dell, seu falante sobrinho que está aprendendo as habilidades do tio. A viagem a Targos deve levar vinte e um dias, e muita emoção estará presente nas próximas semanas. A aventura começa.
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O Servo de Tyr.
Ao completar os 13 anos de idade, um ano após o terrível Tempo das Pertubações, William Lockney, um filho de servidores da corte, completou seu treinamento básico na ordem de Tyr, o deus da justiça, em Waterdeep. Agora, seu tutor Aryan, tinha uma missão. Ir até Luskan e tentar manter uma igreja de Tyr. Aryan decidiu que William deveria acompanhá-lo para terminar seu treinamento como paladino da verdade e justiça. No entanto, tudo o que uma cidade pirata não precisa, são de clérigos e paladinos tentando implementar a justiça em sua cidade perfeita, onde todos os oficiais já estão comprados e ninguém liga para o contrabando e para um assassinato ou outro. Isso tornou a recém criada, e muito modesta, igreja de Tyr, mal vista pela gigantesca maioria dos habitantes de Luskan. Tirando alguns comerciantes e fazendeiros locais que ansiavam por um local mais seguro, o restante da população repudiou o novo templo. A falta de dinheiro também dificultou as coisas, e Ander, ao invez de se dedicar a religião, ensinamentos e treinos, passava mais tempo confeccionando armas que seriam vendidas para arrecadar dinheiro para igreja.
Agora com 16 anos, Ander se tornou um homem forte, belo, e com considerável respeito na cidade. Logo fez amizades, e inimizades, e aprendeu mais do que seu mestre imaginava. Com o seu mestre aprendeu a amar seu deus e seguir seus ensinamentos. Com os piratas, aprendeu a se virar nas ruas, a gostar de uma luta e a não se meter com questões políticas chatas.
No último inverno, William ficou fazendo espadas para tentar garantir algum dinheiro para a manutenção da igreja e agora, na primavera, como nos dois anos anteriores, ele resolveu aproveitar as caravanas para Icewind Dale para vender suas espadas em Targos e conseguir ferro com os anões.
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O andarilho e o dragão.
A alguns anos atrás, Galdor, um adolescente aprendiz de caçador de uma vila nas bordas da Floresta Alta, teve sua vila devastada orcs fugindo de um dragão. Desde então, nos últimos cinco anos, ele tem se dividido entre, cuidar de dois órfãos do ataque, e periódicas incursões a floresta tentando saber mais, e encontrar, o dragão que atacou seu vilarejo. Sem respostas e vendo que as crianças sofriam com a ausência de alguém que lhes desse a devida atenção, Galdor decidiu levar as crianças para morar com seus tios em Luskan. Mesmo em uma viagem perigosa em que as crianças quase adoeceram, Galdor só pensava em como ele poderia caçar tal dragão. Mas também, o afastamento de sua vila, o fez pensar na possibilidade de esquecer o passado e viver uma nova vida em algum outro lugar. Mas seu passado aparentemebte o encontraria numa velha estalagem de Luskan.
Numa tarde tranquila, um bardo começou a cantar o que ele dizia ser uma história que ouviu a alguns anos atrás. A lenda de um elfo negro, um drow, que sozinho derrotou o dragão Klauth, o dragão mais terrível do norte, e da Floresta Alta. Este drow, chamado de Drizzt Do’Urden se aventurou em muitas coisas e se juntou a um grupo com um bárbaro, um rei anão e um halfling. Para Galdor, ficou claro que a canção falava do dragão que atacou sua vila e que esse tal Drizzt poderia ajudar com informações valiosas. Ao perguntar ao bardo o que acontecera a Drizzt e onde ele vivia, o bardo respondeu que as lendas dizem, que Drizzt vive em Icewind Dale. Mas alertou. “Tome cuidado, pois as lendas tendem a florear as histórias. Drows nunca são amigos!”. Galdor decidiu. Iria para Icewind. Só precisava saber como.
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